• Betânia Machado

Você é aquilo que você acredita!

Matéria exclusiva publicada na Gazeta de Ouro Fino em maio de 2017 na qual a Master Coach Betânia Machado fala sobre crenças limitantes (avaliações cognitivas disfuncionais) que boicotam seus resultados. Fique atento aos sinais!

____________________________

A sua conta bancária, os seus relacionamentos, o seu corpo (seu peso), e todos os seus resultados (bons ou ruins) em qualquer área da sua vida, são simplesmente os resultados das suas crenças.

Instituto Alta Performance - Betânia Machado

Importante esclarecer que não estou abordando aqui o tema sob o viés religioso mas as crenças a partir da perspectiva do desenvolvimento humano e cognitivo. Sob este aspecto, crenças são convicções (interpretações de fatos) que cada um de nós faz e que norteiam nossas decisões conscientes ou insconscientes.

Gostaria de embasar este texto a partir da teoria cognitiva comportamental, desenvolvida por Aaron Beck (psiquiatra) e Marting Seligman (psicólogo), professores e pesquisadores da Universidade da Pensilvânia – EUA.

Esta teoria constatou através de pesquisas do comportamento humano que toda ação está intrinsicamente ligada aos nossos pensamentos. Desta forma o que nos leva a tomar uma determinada decisão não é em si o acontencimento mas a forma como interpretamos estes ocorridos. Interpretações negativas, desencadeiam uma sequência disfuncional gerando resultados igualmente negativos. A seguir o esquema exemplifica a teoria:

ACONTECIMENTO –>INTERPRETAÇÃO DO EVENTO –> SENTIMENTOS –> AÇÃO

Um mesmo acontecimento. Duas interpretações e atitudes diferentes:

Imagine a seguinte cena: você parado no semáforo e aguardando o sinal abrir. De repente um carro chega bem atrás do seu, buzinando e gritando insistentemente mas você não consegue compreender o que está sendo dito pelo outro interlocutor tamanha histeria. A única percepção visual e auditiva que você possui é o som estridente do motorista logo atrás de você que insiste em passar quase que por cima do seu carro.

Interpretação 1: um louco, bêbado e sem juízo que não sabe respeitar o sinal de trânsito e as regras essenciais de boa convivência social.

Interpretação 2: uma pessoa que recebeu uma ligação do hospital dizendo que seu filho sofreu um acidente e internado, precisa de transfusão de sangue urgente, e o pai sendo o único doador identificado e compatível, precisa chegar no hospital em 5 minutos porque caso contrário seu único filho corre risco de morte.

Caro leitor, peço desculpas pela tragédia descrita, mas desta forma estou certa de que consegui despertar sua emoção. A intenção é que você pudesse compreender e na prática sentir e decidir por quais atitudes optaria diante de interpretações distintas acerca de um mesmo acontecimento.

Instituto Alta Performance

De forma geral, na interpretação 1, você certamente se irritaria. Buzinaria de volta e esbravejaria, ou na melhor das hipóteses, levantaria o vidro e ao ligar o rádio do carro sequer se incomodaria com o sujeito logo ali atrás. Já se você interpretar como a situação 2, sem pestanejar, faria uma manobra e liberaria o caminho para o pai desesperado e dependendo ainda de sua fé, faria preces por ele! Isto faz sentido para você?

Pois bem, isto acontece conosco a todo momento. As crenças podem tanto nos limitar como nos apoiar em nossas decisões. Mas em geral são as crenças negativas que nos boicotam a todo momento. Estas crenças nascem na nossa mente a partir do ambiente em que vivemos e também através de nossas experiências passadas e presentes.

Exemplos de crenças disfuncionais. Você pode ser refém de uma delas:

Imagine um sujeito acima do peso que tenta eliminar os quilos extras. Contudo ele possui uma crença que o acompanha - “gordinhos são felizes”. Com esta crença, dificilmente conseguirá seguir uma dieta porque insconscientemente ele vincula felicidade com obesidade. E diante de uma decisão de comer e ser feliz e não comer e vir a ser triste, naturalmente ele optará por ser feliz, afinal quem quer ser triste, não é verdade? Mas veja bem, quem disse que felicidade vem da comida? Podemos e devemos questionar esta crença, afinal de contas também temos pessoas felizes e magras, certo?!

Provavelmente esta pessoa recebeu esta crença dos ambientes em que ela viveu ou vive, e quando observamos sua família, podemos detectar em grande parte dos casos, que toda a casa também está acima do peso ou briga com a balança.

Outra crença disfuncional feminina e bastante recorrente é: “homem não presta!” Mulheres que pensam isso, tiveram histórias de traição ou situações onde foram decepcionadas pelo pai ou por alguma figura masculina em que confiavam. O resultado são mulheres que possuem dificuldade de relacionamento porque suas atitudes são demasiadamente inseguras ou de vingança. Mas todos os homens não prestam?

E para você que deseja ter mais dinheiro, quero deixar um exemplo de crença disfuncional a respeito de finanças. Você conhece alguém que pensa: “preciso comprar ‘tal coisa’ porque eu mereço!”? Pois é. Esta crença é perigosa porque faz com que você gaste tudo o que tem em busca de alívio momentâneo e o seu bolso fica sempre vazio! O que esta pessoa considera alívio, mais pra frente pode virar dívida e dai isto sim, será um sofrimento. Que tal substituir esta crença por: eu mereço guardar meu dinheiro e construir minha liberdade financeira?

Por isto, fica aqui o meu convite a você, para uma profunda reflexão acerca dos seus resultados. Busque em si, a área da sua vida que você acredita ter uma performance abaixo das suas expectativas - ali certamente mora uma crença disfuncional e limitante. Observe seus comportamentos e por fim, determine-se a não mais ser refém de atitudes de boicote e assim conquistar prosperidade e Viver em Alta Performance.

Betânia Machado – Master Coach

  • Diretora e Fundadora do Instituto Alta Performance, sede em São Paulo, especializada no desenvolvimento pessoal, profissional e de organizações, através de coaching e outras metodologias.

  • Master coach membro da Sociedade Latino Americana de Coaching e Academia Emocional.

  • Formada em Comunicação Social pela Belas Artes com extensão em Gestão Estratégica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas, com experiência de mais de 15 anos no mercado executivo com atuação em empresas nacionais e multinacionais.

16 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo